Meus olhos de ave fitam
a parda árvore dos homens.
Cada galho, fraco, sustenta
um duro ninho de concreto.
a parda árvore dos homens.
Cada galho, fraco, sustenta
um duro ninho de concreto.
É inverno e eles não saem
É verão e eles não saem
Não conversam, não gracejam
não contemplam, não gorjeiam
Eu, inconformado, os sobrevôo.
E cantando os convido:
venham, venham voar comigo!
Pois eles - não suportam as minhas asas
prendem-me numa gaiola
e escrevem um soneto sobre liberdade.